Cemig alerta sobre risco de acidentes na rede elétrica vizinha a obras
5 de agosto de 2016

Arquiteto dá dicas importantes para realizar um projeto diferenciado

Planejar uma obra exige uma demanda muito maior do que simplesmente construir um imóvel, pois é indispensável a participação de profissionais capacitados em todo o procedimento da construção. A escolha do terreno, por exemplo, é fundamental para um projeto diferenciado. O arquiteto pode participar desse momento, aconselhando sobre topografia, insolação, incidência de ventos, construções vizinhas, equipamentos urbanos que podem prejudicar o uso do prédio construído, como por exemplo: postes, bueiros, hidrantes etc.

Segundo o arquiteto Artur Proença, fundador e diretor do escritório Artur Proença Arquiteto, o projeto deve ser feito por profissionais experientes e com foco no tipo e estilo da obra desejada. O conhecimento em projetos ajuda na disposição dos ambientes, melhor implantação do prédio no terreno, escolhas de materiais adequados à ideia arquitetônica (materiais regionais ou de melhor custo e/ou desempenho), por exemplo.

“O arquiteto pode indicar prestadores de serviços de qualidade e gerenciar a obra. Construtores de qualidade deixam sua obra como o projeto de arquitetura foi concebido. O gerenciamento do profissional que concebeu o projeto complementa aquele detalhe que, às vezes, não foi especificado, agregando uma visão espacial e estética para obra, podendo adaptar e explorar ainda mais alguns aspectos que nem sempre o papel aceita”.

Confira a entrevista com Artur, sobre a importância do projeto arquitetônico e as expectativas para o setor em 2016.

Outra atividade que requer muita atenção é a instalação de antenas, já que geralmente são feitas com materiais metálicos. A Cemig recomenda instalar antenas a pelo menos três metros de distância do circuito elétrico – desde que a haste de sustentação seja menor que esta distância, e os cabos do equipamento devem sempre ser protegidos por tubulação adequada. Não execute esse tipo de serviço quando houver chuvas, ventos ou relâmpagos.

Quais são as tendências da arquitetura em 2016?

Acredito que será a inclusão de materiais e sistemas construtivos mais sustentáveis, tanto ecológicos quanto econômicos, objetivando o conforto e a economia, durante a construção e depois, quando do uso do imóvel construído. A principal tendência é, sem dúvida, a economia aliada à racionalidade socioambiental.

A crise imobiliária afeta o mercado de arquitetura? Como driblar esse cenário econômico?

Sim, afeta todos os segmentos, inclusive a arquitetura. Podemos driblar esse cenário, apresentando ao cliente soluções técnicas que trarão economia à construção e ao uso posterior, como sistemas de armazenamento de água (cisternas) ou mesmo materiais de baixo custo construtivo, mas é aí que o arquiteto entra em cena, pois terá que usar sua criatividade ao máximo.

Em qual momento do projeto de construção é importante a participação do arquiteto?

A participação do arquiteto deve ser desde a compra do terreno até a conclusão da obra. Isso possibilita economia, qualidade estética, capricho em acabamentos, ou seja, o cliente terá um imóvel construído de excelente qualidade. Mas, fique atento ao profissional contratado. Ele deve ter um portfólio de sucesso e boas recomendações.

Você percebe que hoje o brasileiro dá mais valor à presença do arquiteto no projeto de construção?

Sim, mas ainda estamos longe da valorização profissional. Ainda somos um país em desenvolvimento e o déficit habitacional é muito grande. Precisamos ainda de moradias e o custo/arquiteto não atinge todas as classes econômicas.

O que há de mais moderno na arquitetura de residências que tende a se tornar uma referência?

O emprego de estruturas mais rápidas, limpas e econômicas. O uso do aço é uma tendência em todo mundo.

Como a sustentabilidade está inserida nos projetos arquitetônicos atualmente?

Poucos projetos têm essa preocupação, mas não dá para projetar sem pensar na sustentabilidade da obra, do bairro, da cidade e do planeta. Eu acredito que um projeto sustentável é obrigatório nos dias de hoje e deve contemplar preocupações ambientais, sociais e econômicas.

É possível calcular os custos do projeto do começo ao fim e não ultrapassar o valor pré-estabelecido? Qual o papel do arquiteto nesse contexto?

Claro, o papel do projeto é justamente esse. O problema é que são contratados projetos preliminares ou incompletos, na tentativa de baratear o custo da obra. Mas, o barato sai caro. Outro fator que aumenta o custo da obra é alteração do projeto durante a obra. Trata-se de uma reforma antes mesmo da obra se concluir.

O arquiteto deve orientar seu cliente sobre a contratação do projeto completo, explicando os benefícios desse serviço. Profissionais de qualidade oferecem esse benefício.

Na sua visão, quais as principais mudanças que a profissão deverá sofrer no Brasil, futuramente?

Estamos passando por uma adequação profissional, por meio da instituição do Conselho de Arquitetura e Urbanismo criado em dezembro de 2010. Houve a separação do antigo conselho e estamos regulando nossa profissão. A arquitetura está tomando novos rumos e está melhorando cada dia mais. Essas mudanças tornarão os arquitetos profissionais cada vez mais melhores capacitados para aplicar as tendências mundiais, como a aplicação de novos materiais e novas tecnologias em suas obras.

Alguma outra consideração importante?

Contrate um arquiteto.

Fonte: Obra24Horas

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